Dieta&Nutrição


Em geral, as crianças recebem quantidades adequadas de ácidos graxos ômega-6, mas se sua alimentação carecer de ácidos graxos ômega-3, isso pode ocasionar problemas de concentração, comportamento, aprendizado e até de saúde.

Considerados ácidos graxos essenciais ao corpo humano, os ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 não podem ser sintetizados no corpo, então, precisam ser obtidos através da alimentação. Enquanto os ácidos graxos ômega-6 estão distribuídos uniformemente na maioria dos tecidos, os ácidos graxos ômega-3 concentram-se apenas em alguns tecidos especiais, incluindo o cérebro.

Uma estudo publicado em Junho deste ano (2011) pelas Universidades Laval do Canadá e Wayne State (EUA) sobre a ingestão de ácidos graxos em crianças em idade média de 11 anos, apontou um melhor desempenho a nível neurocomportamental de memória, inteligência e aprendizagem verbal, nas crianças, que receberam o nutriente enquanto feto, através do útero de sua mãe durante o período de pré-natal.

Embora nem todas as crianças que apresentem dificuldade para se concentrar tenham deficiência de ácidos graxos ômega-3, uma deficiência deste nutriente pode estar diretamente relacionada a problemas de atenção e aprendizagem. Ainda, de acordo com o estudo, as crianças que possuíam maiores níveis de DHA – ômega-3 no sangue do cordão umbilical no momento do nascimento apresentaram uma associação positiva com um melhor desempenho nas avaliações de memória.

Mas, onde encontrar esses ácidos graxos tão essenciais para o nosso organismo? Existem duas formas de incluirmos estas “gorduras do bem” em nossa dieta alimentar, são elas: através da ingestão de alguns alimentos naturais e por meio da suplementação. No caso da alimentação, nem sempre conseguimos atingir a quantidade necessária, principalmente no que refere ao consumo de ômega -3, encontrado em alimentos como peixes, linhaça, frutos do mar e óleo de canola – normalmente, pouco consumidos nesta faixa etária.

Já, no caso da suplementação, há alguns produtos no mercado capazes de fornecerem a quantidade exata para uma criança, além de proporcionar outros benefícios. Porém, mesmo através da suplementação, são necessários alguns meses para repor os níveis ideais de ácidos graxos ômega-3 em nosso organismo. O óleo de linhaça é uma boa alternativa, a qual pode ser incorporada discretamente às refeições das crianças, a proporção é de 3:4:1 de ômega-3 para ômega-6, sendo assim, consegue reequilibrar rapidamente esses níveis.

Outro estudo, sobre Alimentação e Desempenho Escolar, endossa a importância do óleo, sob o conceito de que, a deficiência em ALA ( ácido α-linolénico) – ômega3 proveniente da linhaça, altera o curso do desenvolvimento cerebral, induzindo modificações bioquímicas e fisiológicas que resultam em perturbações neuro-sensoriais e comportamentais, efeitos que também parecem ocorrer devido a mudanças nas concentrações cerebrais de DHA.

Em média, após 72 horas de suplementação dietética com esses ácidos graxos, há alteração da composição da membrana celular e diminuição na síntese de prostaglandinas e tromboxanas – substâncias pró-inflamatórias. Estas alterações podem modular a resposta inflamatória e interferir em mecanismos patológicos. Entendo que as respostas variam de organismo para organismo e, assim, algumas crianças terão uma resposta mais rápida após o consumo de ácidos graxos essenciais no que se refere às patologias associadas – independente da forma de como incluí-los em sua alimentação – seja por suplementação ou pela dieta alimentar; já outras terão uma resposta um pouco mais lenta, e isso é caracterizado especificamente pela individualidade bioquímica de cada um.

Guest Blogger: Marina Rosalem, nutricionista da Barlean’s Óleos Orgânicos. Para saber mais:

www.carduz.com.br

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A Nutrição Funcional preconiza a dieta de destoxificação, que é bem diferente (tanto em qualidade como em quantidade) dessas dietas da moda que preconizam a desintoxicação. Essa dieta só é aplicada após uma anamnese nutricional detalhada, composta por histórico de saúde e doença, avaliação do consumo alimentar, avaliação antropométrica e avaliação de todos os sinais e sintomas apresentados pelo paciente – ferramentas que indicam a necessidade da aplicação da dieta e permitem ao profissional identificar os alimentos que precisam ser retirados.

O fígado é um dos principais órgãos do corpo humano e possui importante função no processo de biotransformação de toxinas ou substâncias biologicamente ativas. E lee entra em ação para transformar essas substâncias, normalmente de característica lipídica, em substâncias hidrossolúveis – forma química que permite a eliminação pela urina, fezes e bile. Esse processo é necessário para que as substâncias não se bioacumulem no organismo e promovam efeitos prejudiciais à saúde.  Bom saber que essa ação ocorre em todas as células, porém principalmente no fígado e intestino, de maneira contínua.

O estilo de vida atual, bem como as condições do meio ambiente, expõe o organismo humano a diferentes tipos de toxinas diariamente, exigindo um ótimo processo endógeno de destoxificação. Além dessas toxinas ambientais, diversas substâncias presentes nos alimentos também podem agir como xenobióticos, tais como agrotóxicos, hormônios, substâncias alergênicas, aditivos alimentares, entre outros. Nesse sentido, diferentemente do que exposto na reportagem supracitada, alguns alimentos podem ser tóxicos, tanto em grandes como em pequenas quantidades.

Considerando que os hábitos alimentares se perpetuam ao longo dos anos, e os indivíduos consomem determinados tipos de alimentos com bastante frequência, e por longos períodos, em alguns momentos da vida pode ser necessária a aplicação da dieta de destoxificação. Porém, essa dieta deve obrigatoriamente ser individualizada e supervisionada por um profissional nutricionista capacitado, que tenha profundos conhecimentos sobre Nutrição Funcional.

É importante destacar que essa conduta nutricional tem como objetivo retirar da alimentação diária os principais alimentos que podem ser prejudiciais para o indivíduo, bem como excluir temporariamente outros alimentos que são consumidos com muita frequência, como por exemplo, carne vermelha, açúcares, laticínios, alimentos industrializados ricos em aditivos químicos, incluindo alimentos enlatados, embutidos e refinados, além de refrigerantes e sucos artificiais.

Em contrapartida, diversos outros alimentos são incluídos na dieta diária, tais como arroz integral, sucos naturais, muitas frutas, saladas variadas cruas, legumes cozidos, diferentes tipos de leguminosas, ovo, entre outros. Essa inclusão se faz necessária, pois o processo de destoxificação adequado é totalmente dependente de diversos nutrientes, que devem ser obtidos por meio de uma alimentação nutricionalmente completa. Em alguns casos, somente sob supervisão, a suplementação nutricional pode ser necessária. É fundamental também uma adequada ingestão de líquidos, já que a maioria das reações químicas do metabolismo orgânico ocorre em meio aquoso.

Ainda, o profissional nutricionista irá determinar o tempo de duração da dieta, fazendo um acompanhamento rigoroso, e também irá supervisionar e orientar a alimentação após esse período, fazendo a reintrodução gradual dos alimentos retirados, acompanhando os sinais e sintomas apresentados pelo paciente.

Assim, a dieta de destoxificação, quando seguida adequadamente, promove importantes efeitos benéficos à saúde!

* GUEST BLOGGER: Dra. Andréia Naves, Nutricionista e Educadora Física. Diplomada pelo The Institute for Functional Medicine (USA) em 2007. Editora Científica da Revista Brasileira de Nutrição Funcional. Docente e Diretora da VP Consultoria Nutricional / Divisão Ensino e Pesquisa. Autora do Livros “Nutrição Clínica Funcional dos Princípios à Prática Clínica” e “Nutrição Clínica Funcional: Obesidade. Colaboradora do livro “Suplementação Funcional Magistral: dos Nutrientes aos Compostos Bioativos”. Vice-Presidente doCentro Brasileiro de Nutrição Funcional (CBNF). Membro do The Institute for Functional Medicine – USA.

Estou sentada numa praça de alimentação, e as mil opções para o almoço incluem frituras à vontade. Frango, batatas, carne, cebolas. Meus companheiros  me perguntam se não tomo refrigerante. Prefiro água. E diante dos hamburgers mega blasters, desejo apenas comer uma verdura cozida. As saladas, sempre frias, não me apetecem numa temperatura abaixo dos 10°C. Olho os wrapps, uma espécie de lanche feito com pão pita e recheios mil. E encontro um veggie, com falafel. Embora eu não seja vegetariana, o estômago clama por algo natural,  quente e familiar. Peço também um minestrone. Cheia de alegria, abro a sopinha – e nela encontro mais pimenta que em todas as embarcações medievais transportando essa especiaria pela Europa! As pessoas nas mesas ao lado comem pratos idênticos com um prazer que eu não consigo encontrar. Jovens, idosos e crianças. Meu sonho de consumo é um arrozinho japonês. Quem sabe um feijãozinho.  Na sopa, pesco um grão e fico feliz por um segundo.

Então lembrei que no domingo passado, às 7h00, eu já estava ouvindo o rádio. A essa hora, há espaço para falar sobre  o mito do câncer pulmonar. Personagens contam ao vivo como perderam seus entes queridos porque eles fumavam. Esse desaparecimento precoce fez com que eles fundassem uma associação e, naquela semana, haveria uma ação de conscientização sobre o tema do tabagismo, incluído o passivo. A notícia é que até crianças têm morrido em razão de complicações consequentes ao tabagismo na família.

Nesta manhã, ao invés de câncer pulmonar,  ouvi  a voz do Dr. Joe Esposito, nutricionista clínico e quiroprático. O tema do programa era  Are you eating yourself to death? [Sua alimentação o está levando à morte?]. Pelo que vi nas mesas de todo mundo, a resposta a essa pergunta é sim! A questão do Dr. Esposito, cujo sobrenome de origem napolitana nos remete imediatamente à boa e saudável comida mediterrânea, era a seguinte: por que continuamos a fazer coisas que sabemos que não são saudáveis?

E então ele apresenta o tripé no qual se apoia a boa saúde: bom funcionamento do sistema nervoso central, boa digestão e dieta saudável.  Hello!!!!, pensei. Isso mais parece lição de medicina tradicional!!!! Aí ele conta que estava preparando o café da manhã para a filha e, tendo perguntado o que ela queria, a menina lhe respondeu: quero sorvete! Ele não teve dúvida. Abriu o freezer e inventou um sorvete com frutas vermelhas congeladas, sem nenhuma gordura ou conservante. No final da refeição, a pequena lhe disse – tenho certeza que ninguém vai acreditar que eu tomei sorvete no café da manhã!

De volta à praça de alimentação e olhando o menu disponível, entendi que ninguém mais quer perder tempo cozinhando, nem mesmo uma verdurazinha ou um peixe no vapor. Ninguém se importa se os talheres são de plástico, se a comida vem num saco de papel, ou se não há mesa posta com toalha e florzinha para decorar.  Comer se transformou em algo mecânico, sem importância.

Mas se pensarmos na história de todas as civilizações, perceberemos que comer sempre foi considerado algo sagrado. Os rituais religiosos sempre partilham pão e vinho, não porque eles podem representar o sangue e o corpo do espírito crístico, mas porque é na mesa e ao lado das pessoas que amamos que cultuamos o maior bem que possuímos: a vida.

Os fast foods que me perdoem, mas comer bem é fundamental.

Para conhecer o Dr. Joe Esposito: http://www.drjoeesposito.com/index.html

88176907Steven Bratman é médico e já foi um daqueles vegies que defendiam com unhas e dentes dietas naturais. Como um verdadeiro discípulo, sentia prazer em doutrinar os outros para que adotassem hábitos alimentares saudáveis. Mas o tempo passou e ele percebeu que algo estava mudando. A vida parecia sem graça, suas conversas sempre eram interrompidas por pensamentos sobre comida, e a necessidade de obter alimentos frescos, sem carne, gorduras ou aditivos químicos fez com que ele começasse a se sentir isolado e obcecado.

Engajado numa comunidade vegetariana, um dia ouviu de seu guru: “na noite passada, tive uma revelação num sonho – ao invés de comer meus brotos sozinho, seria melhor para mim compartilhar uma pizza com alguns amigos”.

Foi aí que Bratman se deu conta da existência de um novo fenômeno, a ortorexia nervosa (veja o vídeo),  definida como a obsessão por comidas saudáveis e pela rejeição daquelas que não se enquadram nesse perfil. Vivenciando o problema em primeira pessoa, observou que as fontes comuns desse distúrbio são a macrobiótica, o veganismo, dietas de baixas calorias e alergias a alimentos. Em geral, a dieta de base é saudável, mas deixa de ser um estilo de vida e se transforma numa obsessão que prejudica relações e pode ser perigosa para a saúde.

Ao contrário da anorexia, pacientes com esse perfil não estão preocupados com o peso, embora sejam tão magras que as pessoas pensam que são anoréxicas. O sentimento que as movem é sentirem-se puras. Em alguns casos, o objetivo é ter a certeza de que não pertencem a esse mundo.

Quando o corpo reclama e elas cometem algum deslize devorando um pote de sorvete, por exemplo, sofrem pela dor da perda do estado de graça. A solução é submeter-se à penitêcia: dietas mais rígidas e jejuns. Os ritos da espiritualidade gastronômica se resumem em planejar, comprar e consumir alimentos.

O ortoréxico é dominado pelos esforços em resistir às tentações, pela auto-reprovação por seus lapsos, assim como pelo orgulho de ter escolhido esse tipo de dieta, bem como sentimentos de superioridade em relação aos seres impuros e seus hábitos alimentares.

O que faz da ortorexia uma patologia é a completa transferência dos valores da vida para o ato de comer. A diferença básica entre anorexia, bulimia e ortorexia é que as primeiras focam a quantidade da comida, enquanto na terceira, o objetivo é a qualidade dela. Entretanto, em todos esses distúrbios, a comida é o centro da vida dessas pessoas.

A ortorexia é mais uma fonte de angústia psicológica e pode afetar tanto homens como mulheres. O tratamento pode ser difícil, pois para pessoas que fazem dietas tão rígidas, tomar antidepressivos é considerado impuro e artificial.

Curiosamente, esta semana deixaram a seguinte mensagem para mim neste Blog:

Un viejo doctor decía: Después de treinta años de ejercer la medicina y recetar muchos remedios, puedo decir que la mayoría de las enfermedades ocurren por falta de amor. Y si no resulta? le preguntaron. Entonces duplique la dosis, respondió. (Gracias Andrés!)

Saiba mais: What is orthorexia?

Health Food Junkies: Orthorexia Nervosa – Overcoming the obsession with Healthful eating

85745714Muito tem-se falado dos benefícios das caminhadas, mesmo que elas tenham seu tempo reduzido a apenas 15 minutos diários. Agora os cientistas afirmam que movimentar-se pode ser um grande aliado na hora de resistir ao chocolatinho nosso de cada dia.

Um estudo realizado pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, observou um grupo de chocólatras que foi obrigado a renunciar ao consumo da guloseima. Antes do desafio, alguns deles foram convidados a fazer uma caminhada; os demais não fizeram nenhuma atividade. Diante dessa prova, os do primeiro grupo conseguiram controlar a vontade de comer chocolate, e os demais não foram capazes de dizer não ao próprio desejo.

Outros estudos já tinham demonstrado que o exercício físico reduz a vontade de consumir alimentos calóricos e também a vontade de fumar. Segundo o Prof. Giancarlo Colombo, do Instituto de Neurociências de Cagliari, na Itália, “o fundamento desse fenômeno pode ser o fato de que o movimento produz a sensação de bem estar, muito parecida com o prazer buscado em um pedaço de chocolate”.

Mas… e se mesmo escolhendo a caminhada, ainda tivermos vontade de um pedacinho de chocolate um pouco antes de dormir,  isso significa que não temos tido tanto prazer assim na vida? Bem, o movimento pode ser uma alternativa para quem está fazendo dieta ou para quem acredita que comer chocolate é igual ao pecado da gula e, portanto, precisa ser expiado.

No final, as conclusões desses estudos levam sempre à mesma estrada, já trilhada antes pelos gregos: o segredo está no equilíbrio. Se a vontade de comer chocolate pode ser um indício de que não estamos tão felizes assim, o melhor a fazer é tratar de conhecer mais sobre si e o próprio corpo. Quanto maior a coragem de colocar isso em prática,  mais fácil será viver a vida  com saúde – de dentro, para fora.

82790747Você já teve aquela vontade inexplicável de comer alguma coisa em especial? Ou se sentiu irritado sem algum motivo aparente? Pois fique sabendo que pode ser culpa de sua dieta, especialmente se você estiver tentando perder peso. Os alimentos não só fornecem nutrientes essenciais mas também têm influência sobre os mediadores bioquímicos cerebrais, os chamados neurotransmissores. Estes, são incumbidos de enviar ao cérebro mensagens que influenciam nosso estado psicofísico.

As dietas hiper-protéicas estimulam a produção de dopamina e norepinefrina, ótimas para a lucidez mental, mas podem aumentar a tensão. Quem consome muitos carboidratos complexos como o pão, massas, arroz e doces, turbinam a quantidade de serotonina, que favorece o bem estar mental e age como anti-estresse.

A serotonina está também relacionada com o triptófano, disponível no leite e no iogurte. Outras moléculas do bem estar são as endorfinas, que o organismo produz a partir das gorduras, sejam as ingeridas, sejam aquelas liberadas na prática de exercícios físicos.

O desejo por doces (carboidratos e gorduras) ou de um belo prato de massa com molho de tomate pode ser um sinal enviado pelo cérebro para alertar que o organismo está precisando de endorfinas e serotonina. Se é o caso de uma vontade inesperada de churrasco, são as dopaminas que estão em falta.

Senhores de uma máquina tão perfeita quanto é o corpo humano, saber dessas informações nos leva ao fato de que nosso objetivo nesta vida é encontrar o equilíbrio, seja ele físico ou mental. No caso do organismo, um deslize numa dieta balanceada pode contar com a atividade cerebral. Quando o assunto diz respeito aos afetos, somos nós é que precisamos lutar diariamente para não sermos acometidos por alguma síndrome de imunodeficiência emocional.

Para saber mais: http://www.serotoninpowerdiet.com/blog/index.php?y=07&m=02

Tenho estado muito interessada nas iniciativas de alguns cientistas que falam cada vez mais alto sobre a necessidade de uma medicina voltada para a saúde e não para a doença. Alguns rumores chegam aos jornais trazendo notícias sobre a importância do poder regenerador do próprio corpo humano, tudo levando à conscientização que cada um de nós (e não o sistema) é responsável pela própria saúde. Indícios levam a crer que medidas econômicas e não invasivas podem fazer verdadeiros milagres. Já escrevi sobre o poder curativo da leitura e da escrita. Custo mínimo e benefícios garantidos! Agora, um estudo realizado na Inglaterra volta a falar dos livros como dieta emagrecedora. Fabulous!!!

A pesquisa considerou um grupo de adolescentes e indicou a leitura de um romance com conceitos voltados para a boa alimentação e estilo de vida. Além de nutrir a mente, a boa leitura se revelou um válido exercício para reduzir o índice de massa corpórea. O grupo era formado por meninas entre 9 e 13 anos e o livro ministrado foi Lake Rescue [O resgate do lago, sem trad. para o português], de Annie Bryant. A aventura foi retocada pelos médicos para enfatizar os bons exemplos e isso teria sido determinante na redução do índice de massa corpórea (IMC). As meninas que não leram o romance tiveram o IMC aumentado.

Esses resultados foram apresentados no encontro anual da Obesity Society em Fênix, Arizona. Diversamente dos video-games e da TV, um bom livro se demonstra válido do ponto de vista físico para combater o sedentarismo, que continua a fazer vítimas entre os jovens de todo o mundo com o aumento da obesidade. As mensagens sobre estilos de vida saudáveis, escondidas nas entrelinhas das páginas do livro, alcançaram seu objetivo muito mais e melhor do que uma dieta do tipo impositiva e restritiva.

A Câmara Brasileira do Livro e as Feiras internacionais precisam estar atentas ao fato de que nem só de Paulo Coelho vivem os mercados. Talvez médicos e escritores pudessem falar mais sobre as alternativas à disposição. Depois, é só esperar pelo melhor!