Uma das maiores preocupações das pessoas acometidas pela Esclerose Múltipla (EM) é saber o quão rapidamente a doença avançará. Agora, pesquisadores da Clínica Mayo (EUA) descobriram um marcador biológico que pode identificar quais pacientes  terão evolução mais rápida da patologia. As conclusões da respectiva pesquisa serão apresentadas no encontro anual da American Academy of Neurology, em Honolulu (Havaí) nesta semana.

A EM é uma doença do sistema nervoso central que pode lesionar o cérebro, a medula espinhal e os nervos ópticos. Ao longo do tempo, esse tipo de problema pode dificultar ou impossibilitar a locomoção, o que faz com que pacientes necessitem de apoio para movimentar-se, tal como andadores ou cadeiras de roda.

O organizador do estudo, o neurologista Orhun Kantarci, afirma que, em pacientes que têm a forma progressiva da EM, e tiveram recaídas precedentes, a presença de grande produção de imunoglobulina G determina maior rapidez do avanço da doença. Segundo o especialista, a melhor visão do quadro geral de cada paciente permitirá que médicos tragam respostas para os tempos de incerteza.

O estudo avaliou o resultado de testes do líquido cérebro-espinhal em 281 pacientes, no período de 2000 a 2007. De forma geral, esse líquido permite que os médicos confirmem diagnósticos da doença. Mas nesse estudo, os pesquisadores encontraram uma relação entre os níveis de avanço rápido da EM, e os valores anormais de duas proteínas: bandas oligoclonais e a molécula imunoglobulina G. Se os pacientes têm a forma progressiva da patologia, com recaídas continuadas, e os resultados de seus testes mostrarem níveis elevados dessas proteínas, a conclusão é que poderá haver progresso veloz para a desabilidade. O estudo é considerado mais um passo adiante na previsão da desabilidade, mas ainda precisa de confirmação de resultados.

A EM é a causa mais comum de desabilidade neurológica não traumática em jovens adultos nos Estados Unidos e na Europa. E ela se manifesta em pessoas na faixa etária de 20 a 40 anos. É mais difusa entre as mulheres do que em homens. E os sintomas incluem fraqueza, perda dos sentidos, distúrbios visuais e disfunções cognitivas.

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