A queda de pressão é um incômodo comum que tem como causa as altas temperaturas, principalmente no verão. O fenômeno é, na maioria das vezes, fisiológico. E uma das indicações médicas para pacientes hipertensos em terapia farmacológica, é a diminuição da dosagem nessa estação do ano.  Geralmente se diz: “Se for à praia, tome meio comprimido…”.

Na verdade, o calor é capaz de provocar a dilatação dos vasos sanguíneos, com consequente redução da pressão, o que se dá abaixo dos limites da normalidade (em outras palavras, não há sangue suficiente em relação ao aumento da capacidade do nosso aparelho circulatório). A pressão sistólica (a máxima), pode descer a 100mmHg, e a diastólica (a mínima) a 60-70 mmHg. Nos casos mais graves, pode ir além disso.

Se, para alguns, a hipotensão arterial pode ser assintomática, em geral há sinais como fraqueza, cansaço, tonturas, dor de cabeça, arritmia, desmaios, palidez, pele fria e suada, tornando o quotidiano muito cansativo.

Para quem sofre desse mal, beber líquidos em abundância é a primeira coisa a ser feita, pois essa providência equilibra a volemia (quantidade de sangue que corre pelos vasos), combatendo os efeitos da vasodilatação provocada pelo calor. Além disso, a perda de líquidos por meio do suor aumenta e, naturalmente, a volemia pode baixar. A água é a bebida de pronto uso, mas perfeitos são os sucos de frutas e verduras variadas, preparadas na hora, e que trazem, além do líquido, também sais minerais e vitaminas de ação tônica (como magnésio, potássio, vitamina C etc.).  Esses são exemplos dos tantos remédios naturais, de rápido efeito, que podem ajudar aqueles que têm esse tipo de problema.

Há ainda uma proposta da aromaterapia: uma massagem pela manhã, por alguns dias seguidos, à altura das glândulas suprarenais, com 5-10 gotas de óleo essencial de Picea Mariana, Pinus sylvestris ou Rosmarinus officinalis, possui forte ação estimulante para o organismo. A esse tratamento externo junte-se, por via interna, a associação de oligoelementos Cobre-Ouro-Prata, um flaconete sublingual ao dia ou uma medida de 2,5ml, se for o oxiprolinato, pois agem nas suprarenais.

É também especialmente útil o uso de um aminoácido, L-tirosina, numa dose de 500mg duas vezes ao dia. A tirosina participa da síntese dos neurotransmissores como a dopamina, a adrenalina e a noradrenalina, estimula o sistema nervoso simpático e aumenta a pressão. O mesmo efeito tem a L-fenilalanina, que de forma bioquímica é precursora da tirosina.

E não poderia faltar a presença de, ao menos, um dos fitoterápicos mais indicados na gestão da pressão baixa. A nossa preferência é o Eleuterococo (Eleuterococus senticosus). A escolha deve recair sobre comprimidos ou cápsulas do extrato seco. Um comprimido antes do jantar é a dose indicada.

Pessoas desvitalizadas ou desmineralizadas (carentes de ferro e outros minerais), nos quais a queda de pressão são mais prováveis, especialmente no verão, requerem cuidados adicionais. Para estes, uma consulta com um especialista em irodologia e o uso de suplementos seriam boas alternativas.

GUEST BLOGGER: Luca Avoledo, doutor em Ciências Naturais, naturopata, iridólogo e especialista em ecologia do corpo, nutrição e saúde natural. Para saber mais:

http://www.studiodinaturopatia.it/prima.html

http://guide.supereva.it/naturopatia

Para saber mais sobre o trabalho de Luca Avoledo e naturopatia (em italiano)