Vejam que ironia! O sal iodado foi introduzido em 1920 como forma de prevenir a deficiência em iodo. Funcionou! Mas agora, a Associação de Tireóide Americana está preocupada porque a política do sódio está sendo disseminada e as pessoas realmente estão cortando o sal, e tendo como consequência não intencionada, problemas na tireóide e defeitos de nascimento.

Nosso organismo necessita de iodo para produzir hormônios da tireóide. A deficiência em iodo é especialmente perigosa (e especialmente comum) durante a gravidez, quando causa problemas ao desenvolvimento neural da criança e conduz ao retardo mental. Alguns pesquisadores estão investigando até onde os níveis baixos de iodo durante a gravidez podem aumentar os riscos de ADHD.

A ingestão de sódio está subindo ao passo que a de iodo está descendo

O sal iodado é a fonte primária de iodo na dieta ocidental. Mas mesmo com o consumo médio de sal sendo duas vezes o nível recomendado, a ingestão em iodo tem declinado realmente em cerca de 50% nos últimos 30 anos. Como pode ser? Bem, usamos para cozinhar em casa, sal iodado. Hoje, a maioria do sal consumido vem do alimento processado – que não é necessariamente feito com sal iodado.

Ao invés de reclamar da indústria alimentícia e intimá-los a reduzir o sódio nos seus produtos, talvez fosse melhor solicitar a eles o uso de sal iodado.

Fontes alternativas de iodo

Enquanto isso, se na sua casa não é utilizado sal iodado (ou se não come com frequência em casa), certifique-se de obter fontes alternativas de iodo. Frutos do mar ou pescado são particularmente ricos em iodo. Também se pode obter iodo de hortaliças, dependendo do teor em iodo do solo em que se plantou. De acordo com o Instituto Linus Pauling, o iodo é adicionado na alimentação das vacas leiteiras, o que torna os produtos lácteos uma boa fonte de iodo.

Embora a ingestão em iodo tenha diminuído, a maioria das pessoas obtém a quantidade recomendada. Mas se estiver grávida (ou planejando ficar) um multivitamínico com a quantidade diária recomendada em iodo (150mcg) pode ser uma boa alternativa.

Guest Blogger: Dra. Licínia de Campos, nutricionista, especialista em Gastronomia e Gestão de Negócios de Serviços de Alimentação e Antropologia Alimentar. É também consultora gastronômica-nutricional do Serviço de Informação da Carne e do site Lactea Brasil,  redatora da revista NutriNews, com prêmio Destaque Food Service 2008. Docente do SENAC, coordena o curso de Gastronomia da Faculdade Paschoal Dantas e  é mestranda da Universidade de Léon (Espanha) em Gerontologia – Ciência do Envelhecimento. liciniadecampos@uol.com.br

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Guest Blogger: Dra. Licínia de Campos, nutricionista, especialista em Gastronomia e Gestão de Negócios de Serviços de Alimentação e Antropologia Alimentar. É consultora gastronômica- nutricional do site http://www.sic.org.br (Serviço de Informação da Carne) e do site www.lacteabrasil.org.br e redatora da revista NutriNews há mais de 10 anos com premio Destaque Food Service 2008; docente em vários cursos das unidades SENAC desde 1998; Coordenadora do curso de Gastronomia da Faculdade Paschoal Dantas; Consultora e Assessora Especializada em Gestão Operacional Administrativa de Unidades Alimentares e mestranda pela Universidade de Léon (Espanha) em Gerontologia – Ciência do Envelhecimento.

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