Gostemos ou não, o sexo faz o mundo girar. Mulheres irreais se mostram sensuais na TV. Jornais e posters publicitários estimulam a compra de automóveis e perfumes. Até elementos de primeira necessidade compõem a indústria do Eros, que não conhece crise. Ilustres personagens públicos prejudicam a carreira pela ingenuidade com que se tornam reféns de suas partes íntimas. E, naturalmente, é graças ao sexo que perpetuamos a existência humana neste planeta.

Assim, é mesmo inevitável que algum problema relativo à sexualidade tenha reflexos profundos no plano psicológico e sobre a imagem que temos de nós. Isso porque ser resolvido sexualmente corresponde ao grau de nossa aceitação social.

Cientes disso, no início do novo milênio as empresas farmacêuticas iniciaram a produção de uma série de medicamentos dedicados ao homem e à disfunção erétil (mais conhecida de modo prosaico, mas  incorreto, como impotência). Obteve-se um sucesso formidável, e tais remédios passaram a ser usados também por aqueles que não tinham real necessidade deles. Nomes como Viagra, Cialis e Levitra, já fazem parte do imaginário coletivo.

Entre os naturopatas, esses remédios não agradam. É verdade que quem sofre de doenças vasculares, diabetes ou outras patologias podem ter uma necessidade efetiva de medicamentos que melhorem a ereção. Mas as estatísticas demonstram que a grande maioria dos consumidores de Viagra e Cia. não estão nesses grupos.

Ao invés de nos perguntarmos se as nossas relações precisam de alguma correção. Ao invés de avaliarmos os mecanismos que estão à base do funcionamento orgânico que clama por equilíbrio. Ao invés de nos perguntarmos se não estamos inseguros, ansiosos ou tomados por algum senso de culpa, tomamos uma pílula azulada e não enfrentamos nem resolvemos nada. E todos vivem felizes e contentes…. Ao menos por alguns instantes.

Entretanto, a receita para relações sexuais sãs e satisfatórias não é essa. Na verdade, a fórmula pressupõe a delicada construção de uma relação harmônica e equilibrada com nós mesmos, com os outros, com a própria existência em si. Para alcançar esse objetivo, o que pode ser um trabalho de uma vida em certos aspectos, existem estratégias e instrumentos infinitos. Na naturopatia, utilizam-se os Florais de Bach e Australianos, perfeitos para equilibrar as emoções e os estados de ânimo, além de algumas características individuais de natureza negativa.

As possibilidades naturais são muitas: a Rhodiola Rosea L., uma planta eficaz nas disfunções eréteis, assim como outras ervas  contra a impotência (Tribulus terrestris, damiana, maca, muira puama, yohimbe e guaraná), cujo uso, em alguns casos, é bastante oportuno e uma excelente opção.

No final, pouco importa se o Viagra é natural ou não. Evitemos dar atenção excessiva a uma parte tão limitada de nosso corpo.

Somos muito mais do que isso.

GUEST BLOGGER: Luca Avoledo, Doutor em Ciências Naturais, naturopata, iridólogo e especialista em ecologia do corpo, nutrição e saúde natural. Para saber mais:

http://www.studiodinaturopatia.it/prima.html

http://guide.supereva.it/naturopatia