Um dos grandes aprendizados da escola da vida é sermos flexíveis e abertos ao novo. É muito difícil abrir mão dos velhos conceitos e crenças para ouvir as boas novas, que geralmente recebem todo tipo de crítica negativa. Interna e externa. Pois agora a ciência confirma que, quando realmente desejamos algo, somos capazes de modificar nossa capacidade de percepção das coisas, potencializando a concretização desse desejo.

Pesquisadores da Universidade de Nova York e Cornell, dirigiram um estudo para entender esse mecanismo. Na primeira fase de testes, os participantes tinham que assinalar a distância entre eles e uma garrafa de água. Metade dos voluntários puderam tomar água antes da experiência; os outros comeram salgadinhos para estimular a sede. Os resultados mostraram que os que estavam com sede estimaram uma distância menor do que aqueles que não tinham sede.

Outra conclusão do estudo é que o desejo por certos objetos pode ser a causa de mudanças comportamentais. Na segunda etapa do experimento, as pessoas tinham que atirar pesinhos para ganhar cartões premiados (25 ou Zero doláres) dispostos no chão. Quem acertasse a jogada, ganhava o prêmio. Curiosamente, os voluntários atiravam nos cartões mais distantes, assinalados com Zero dólar. Isso significa que desprezavam os prêmios de 25 doláres, porque estavam mais próximos.

Segundo os cientistas, esses resultados indicam que quando desejamos algo, na verdade vemos essa coisa como fisicamente próxima a nós.

Essa tendência estimula o indivíduo a ter comportamentos que o levam à aquisição daquele objeto”.

Resultado: quando visualizamos um objetivo como mais próximo a nós (literalmente ao nosso alcance), ele nos motiva a seguir na sua direção.

Então, as teorias da lei da atração, curas mente-corpo-mente, princípios da medicina oriental (chinesa e ayurvédica) estão corretos? Nossa vida é mesmo a expressão de nossos pensamentos? Nós somos nossos próprios mestres e, portanto, a fonte inesgotável de amor, paz, sucesso e tudo o mais que aprendemos seja a felicidade? É o nosso cérebro o comandante da capacidade de auto-regeneração e cura em todas as instâncias?

Já dissemos aqui que, para os racionais, compreender o funcionamento das coisas é o caminho do conhecimento. Mas nem mesmo a cognição é um processo isolado. Ela faz parte de um sistema e com ele interage. Quando duvido da seriedade de certas teorias, lembro de fazer um exercício gramatical e passo para o feminino uma conhecida frase bíblica: Mulher de pouca fé!

O que vocês acham? A maioria das respostas que procuramos está dentro de nós? Então, o segredo é ouvir a voz que vem do coração?

Para saber mais: Association for Psychological Science