72050106Nesses últimos dias muitas pessoas já se reuniram ou estão se preparando para as famosas confraternizações de fim-de-ano. Por mais que estejamos alheios às comemorações, parece que o ritmo da cidade extrapola o frenesi diário: as ruas estão cheias, os shoppings estão lotados, o trânsito é mais do que lento e a cabeça não pára, pensando em como chegar até o dia 25 sem se estressar.

Especialistas dizem que o mal estar típico dessa época tem a ver com nossas lembranças passadas sobre essas festas: quando se pensa no Natal e no Ano Novo, geralmente recordamos de algum acontecimento desagradável ou romantizamos momentos que jamais se repetirão.

A solução seria examinar nossos pensamentos e expectativas, afastando a idéia de que temos que encontrar os presentes perfeitos ou organizar aquela festa inesquecível. O melhor a fazer é não esperar demais dos próximos dias.

Uma boa razão para, ao menos tentar, é que o estresse enfraquece o sistema imunitário. Como isso acontece? Bem, cada célula possui um relógio da vida chamado telômero que, a cada divisão celular se encurta. Como eles não se regeneram, o corpo produz uma enzima, a telomerase, que protege as células e previne outras modificações prejudiciais à sua sobrevivência. Exposto ao estresse, o corpo aumenta a produção de cortisol,  hormônio que suprime a tal enzima protetiva.

Um estudo realizado por psicólogos e psiquiatras do Montefiore Medical Center de Nova York concluiu que pessoas estressadas possuem telômeros mais curtos e, portanto, são mais suscetíveis às doenças.

Mas como evitar a vontade de chorar, a melancolia e a ansiedade que as Festas podem trazer? A primeira coisa é dar uma olhada na lista de coisas a fazer: se ela for maior do que a do próprio Papai Noel, é hora de eliminar o que não for essencial. Essa atitude, além de trazer maior leveza ao clima natalino, pode diminuir o risco de:

doenças cardíacas, incluindo enfarte;

doenças da pele, incluindo psoríase;

problemas digestivos;

distúrbios imunológicos (esclerose múltipla e lupus);

ansiedade, depressão e insônia e

agravamento de dores crônicas (artrite, dor nas costas e espasmos musculares