76313940Semana passada recebi um e-mail do Dr. Massimo Cocchi, comentando os fatos ocorridos em Verona, onde toda uma família desapareceu, vitimada por um assassinato seguido de suicídio.Ele retomou o assunto da importância dos extraordinários resultados das pesquisas do tipo bio-molecular-genéticas, que motivam para o cérebro a possibilidade de erro. Nos dias seguintes, li sobre a pesquisa inglesa que contou 240 sites dedicados ao suicídio.

Voltei à mensagem de Cocchi. Ele dizia que sua pesquisa não pretende substituir o trabalho psiquiátrico. Deseja ser o meio pelo qual o diagnóstico nos casos de depressão seja mais rápido e eficaz.

Se seus estudos e de tantos outros forem confirmados, um distúrbio psiquiátrico não será motivo pelo qual se envergonhar oficialmente. O assunto é polêmico e coloca em discussão até as teorias de aplicação das penas no mundo jurídico.

Contaminada pelo assunto, reproduzo trecho do paper dele sobre Nutrição, bioquímica, comunicação e consciência, publicado na Rev. Pathos (www.pathosonline.it). A tradução é livre:

O ponto preciso é a doença psiquiátrica e sua possibilidade de ser uma imperfeição cerebral aparentemente patológica em relação à normalidade. Não existem provas evidentes de que a evolução cerebral seja um processo completo: é possível que exista um cérebro desconhecido e conexo àquele conhecido, cujos mecanismos de ligação não sejam ainda definidos na perfeição dos mecanismos bioquímicos da neurotransmissão e do cellular signalling

Cocchi se diz diante de uma grande batalha:

Uma das coisas que estou avaliando é criar uma associação para as famílias das vítimas de suicídio. Sempre pensei que fossem iniciativas inúteis, mas estou convencido de que, talvez, esse poderia ser um caminho para a sensibilização do problema, mesmo que para mudar a idéia arcaica de que um distúrbio psiquiátrico seja algo vergonhoso. Pode ser, como muitas vezes, uma batalha perdida. Paciência!

P.S.: O paper: Nutrition, Biochemical, Communication and Consciousness, Prof. Dr. Massimo Cocchi, Univ. Bolonha, Rev. Pathos, vol. 15, pág. 13-20.