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Todos nós acordamos esta manhã com o som da TV ou dos computadores no último volume: estamos testemunhando dias memoráveis onde as mudanças do nosso tempo não dizem respeito somente às catástrofes da economia ou das repetidas previsões de caos e desespero para o futuro. Como prega a milenar filosofia chinesa, momentos de grande dificuldade apressam a necessidade das pessoas expressarem o que há de melhor dentro de si.

De alguma forma é isso o que estamos assistindo hoje. Num país onde o voto é voluntário, as pessoas bateram recordes comparecendo às urnas para votar. Para além do fato histórico que um dia relataremos para nossos netos, Barack Obama nos faz lembrar que somos todos homens de pouca fé: com seu carisma pessoal e um percurso de vida notável, abre-se num grande sorriso e nos diz em alto e bom tom – tudo, tudo é possível!

É por essa razão que seu plano de governo para a saúde prevê, entre outras coisas, reembolsos para médicos e hospitais que apresentem resultados em benefício de seus pacientes (!!!!!!!). Atualmente o sistema paga por tarefa cumprida (procedimentos médicos), não pela ajuda aos pacientes. As companhias de seguro ganham dinheiro liquidando doentes e não mantendo-os saudáveis. Agora, a proposta é que todo o sistema se volte para a saúde e não para a doença (!!!!!!!!), instituindo um trabalho coordenado onde quem conseguir apresentar maiores índices de melhora geral dos pacientes (níveis de colesterol sob controle, consultas de retorno regulares, por exemplo), ganhará mais.

Como é mesmo o ditado popular? A esperança é a última que morre! Mas, pensando bem, alguém tem dúvida de que o novo presidente dos EUA possa conseguir isso?

Existe algo de novo no reino da saúde americana! Como todo mundo adora copiar os modelos americanos… bem, quem sabe esse seja o primeiro dia do resto de nossas vidas.