Esta semana li uma notícia interessante sobre uma pesquisa realizada na Austrália sobre o hábito de mascar chicletes. O estudo, realizado com um grupo de jovens na faixa dos vinte anos, revelou que a goma de mascar diminui a tensão e o cortisol na saliva, indicadores do nível de estresse. Apesar das advertências de pais e educadores, esse hábito aumentaria a capacidade de atenção e concentração…

O diretor do Departamento de Psiquiatria do Hospital Tor Vergata de Roma, Dr. Alberto Siracusano, diz que essas conclusões não surpreendem, pois a ansiedade e o estresse se relacionam a manifestações físicas: a mastigação seria uma delas. Em algumas doenças ligadas à ansiedade, como o bruxismo noturno, por exemplo, o sintoma é ranger os dentes. Ainda não se sabe porque isso acontece, mas mascar chicletes pode ajudar. No caso dos jovens, esse hábito é mais freqüente em momentos em que se espera boas performances (exames escolares, competições esportivas), e a ansiedade, por isso, aumenta. Os dados australianos confirmam que a necessidade de mascar é justificada: no fundo, mastigar representa nosso empenho em digerir alguma coisa ou alguém que nos incomoda ou amedronta.

Se é assim, que ao menos permaneça a crença de que existem modos e modos de mascar chicletes. O melhor deles, é de boca fechada!