57300190A úlcera péptica, ferida que se desenvolve no duodeno ou no estômago, tem como causas a infecção por uma bactéria chamada Helicobacter pylori (H. pylori), o uso constante e indiscriminado de anti-inflamatórios ou um defeito local que propicia o seu aparecimento. Alguns especialistas incluem nessa lista fatores psicossomáticos. Curiosamente, a queimação no meio do estômago é mais freqüente entre os homens e estaria relacionada com o estresse no trabalho.

Um estudo realizado na Universidade de Pisa, na Itália, revelou que é com a doçura do mel que se trata o problema. Usado desde a antigüidade para curar feridas e, mais tarde, contra a dor de garganta, o mel possui ação bactericida contra alguns microorganismos responsáveis por numerosas infecções, como o Staphylococus aureus, Pseudomona aeruginosa e especialmente contra o H. pylori. Apesar da pesquisa ainda estar em sua fase preliminar, os resultados demonstram que o mel pode destruí-los.

Do outro lado do globo, na Universidade de Otawa (Canadá), outro estudo obteve resultados semelhantes com o Staphylococus aureus, resistente à meticilina, antibiótico usado para combatê-lo.

Mas o que justifica o sucesso do mel nesses casos? Os polifenóis, poderosos antioxidantes, presentes em grande quantidade, principalmente nos méis de cor escura.

Demonstrando-se útil para curar feridas internas, outra pesquisa observou sua eficácia contra queimaduras. Os pesquisadores concluíram que o mel favorece a regeneração celular e, por isso, auxilia na recuperação desse tipo de ferida.

É interessante concluir que a dor causada por uma irritação do tecido mucoso ou cutâneo, de tal forma profunda, que faz crescer uma ferida que arde, tenha como antídoto o mel, que sabidamente representa doçura ou extrema docilidade.