No início da semana sofri uma grande perda. E fui tomada por muitos sentimentos diferentes: dor, raiva, culpa, revolta, impotência, e tudo o mais que podemos vivenciar quando temos que nos submeter à força do que teimamos em acreditar que seja improvável em nossas vidas. Senti muita dor física e moral porque simplesmente não queria aceitar o fato de que tive que me render à teoria das probabilidades. A vida apenas se apresentou e disse: não seja tola – não há sentido em fazer as coisas certas, planejar, sonhar e lutar pois, tudo está por um triz e você pode ser enganada pela aleatoriedade. O que lhe resta é aprender a lidar com isso, vergando-se ao seu humano destino.

Na esperança de me trazer consolo, os poucos amigos se apressaram com os remédios para aliviar as feridas. Dois livros chegaram rapidamente – Radical Acceptance, de Tara Brach; e Fooled by Randomness, de Nassim Nicholas Taleb. Dei uma olhada neles, mas não tinha vontade de fazer nada, nem as coisas banais, nem as mais importantes. Mas esta manhã acordei e pensei que já não encontrava prazer nas coisas e que, talvez, escrever em meu Blog não tivesse mais sentido. Eu deveria escrever um último post falando sobre o impacto do luto na vida das pessoas e me despedir também dessa ideia.

Ainda na cama abri o livro de Taleb. E aleatoriamente achei um capítulo interessante onde ele falava sobre como seria receber uma visita de um estóico, isto é, alguém que consegue se manter austero diante da adversidade. Segui a leitura e ele então citou um poema que eu não conhecia, de autoria de Constantin Cavafy, E Deus abandona Antonio. O texto se dirige a Marco Antonio, o militar romano, que acabara de perder a batalha contra Otávio e se sentia esquecido por Baco, o deus que até então o protegera. Baco deixou Antonio, mas naquele momento estava me protegendo. O tom do discurso de Cavafy era exatamente o que precisava ouvir.

Antonio foi derrotado e traído. E até por seu cavalo. O poema o convida a dar adeus à Alexandria, a não lamentar sua sorte, nem negá-la, nem acreditar no fato de que seus olhos e ouvidos o enganaram no passado: não perca sua dignidade com esperanças vazias!

Quando à meia-noite, de súbito escutares
um tiaso invisível a passar
com músicas esplêndidas, com vozes,
a tua Fortuna que se rende, as tuas obras
que malograram, os planos de tua vida
que se mostraram mentirosos, não os chores em vão.

Como se pronto há muito tempo, corajoso,
diz adeus à Alexandria que de ti se afasta.
E sobretudo não te iludas, alegando
que tudo foi um sonho, que teu ouvido te enganou.

Como se pronto há muito tempo, corajoso,
como cumpre a quem mereceu uma cidade assim,
acerca-te com firmeza da janela
e ouve com emoção, mas ouve sem
as lamentações ou as súplicas dos fracos,
num derradeiro prazer, os sons que passam,
os raros instrumentos do místico tiaso,
e diz adeus à Alexandria que ora perdes.

E então Taleb chama a atenção para o fato de que o poema não despreza a emoção vivida durante a perda, pois é impossível não ser tomado por ela: Não há nada de errado com as emoções – nós fomos projetados para elas. O que é errado é não ser heróico ou, no final, não seguir o caminho da dignidade. E é esse o verdadeiro significado do estoicismo: a tentativa humana de sobreviver, mesmo sabendo que a vida não tem sentido, mesmo diante da mais adversa das probabilidades.

Meu sonho de consumo no momento é um par de tênis para corrida. Consulto então os espertos da família que conhecem as mais avançadas das mais avançadas das tecnologias. A unanimidade são os Asics. Um deles, tem um nome que justifica seu preço nas alturas, Nimbus. O outro é o Kayano. Nenhum tem valor inferior a R$500,00. Ok, meus pés e joelhos merecem o melhor! O conselho dos esportistas era esperar até o final de janeiro, época em que as novas coleções aparecem e os objetos do desejo ficam mais acessíveis. Esta manhã, inicio a busca das liquidações e recebo um recado de Harvard: na impossibilidade de ter um Christian Laubotin, gaste seu dinheiro com um lindo sapato Sarah Chofakian de salto altíssimo, mesmo que não seja possível caminhar com ele.

Não entendeu nada? Bem, o professor de Biologia da Evolução Humana, Dr. Daniel Lieberman declarou que correr com os pés descalços ou com sapatos mais simples é mais salutar. Segundo uma pesquisa que uniu cientistas dos Estados Unidos, Escócia e Quênia, esse hábito diminui o impacto dos pés no chão, provoca menos lesões no calcanhar, e numa proporção muito superior àquela garantida pelo mais sofisticado tênis disponível no mercado.

A equipe de Lieberman observou três grupos distintos de corredores: os que sempre correram com os pés nus, os que sempre correram calçados e os que usavam sapatos e os dispensaram. Os resultados demonstraram que enquanto os pés descalços tendem a procurar o apoio a partir da parte dianteira do pé, apoiando-se posteriormente no calcanhar, aqueles com tênis apoiam primeiro a parte traseira do pé, submetendo-a a um impacto de colisão enorme, causador das lesões.

Nossos pés foram feitos, em parte, para correr, e durante a maior parte da história evolutiva do homem, ele praticou essa atividade descalço ou com sapatos simples, como sandálias ou mocassins, com saltos menores e pouco amortecimento. Os sapatos modernos só aparecerem na década de 1970”, explica Lieberman.

Dizer que correr com os pés descalços é perigoso e faz mal é um mito. A verdade é que, para o homem, este é o meio mais natural e seguro de praticar esse exercício, mesmo nas superfícies mais duras. Lieberman reconhece que, quem passou toda a vida correndo com sapatos não pode simplesmente dispensá-los. Há que se fazer uma transição equilibrada. Por isso, coletou informações que podem ajudar no processo de mudança desse paradigma no site http://barefootrunning.fas.harvard.edu/.

Lendo mais a fundo as declarações do cientista na Gazeta da Harvard, fiquei com algumas dúvidas importantes: como ficam os corredores de rua? Quem se arriscaria a correr pelas cidades descalço? O professor fala que a proteção da pele do pé seria a instalação de um calo. Uau! Mal posso caminhar a pé com sapatos (até os mais confortáveis), pois eles se transforma em bolhas! A solução, para mim, é um basiquinho.

Ainda resta uma pergunta: qual será a resposta dos fabricantes de tênis? No mundo das ideias, a contribuição científica é dar subsídios para o desenvolvimento de produtos que diminuam sensivelmente o elevado número de lesões repetitivas nos corredores. Mais uma vez peço ajuda às culturas milenares e invoco Lao Tsé – devemos viver a vida como se cozinha um peixe, isto é, sem exageros. Sapatos mais simples, mais baratos. Isso interessa ao mercado?

Para saber mais: Harvard Gazette

Imaginem um jovem nascido na cidade de Colônia (Alemanha), na década de 1920. Seus interesses são teologia, filosofia e pedagogia. Todo esse senso humanístico o levou para a África do Sul, como missionário católico. Seu objetivo era ensinar crianças e jovens. Durante anos conviveu entre tribos, observando culturas completamente estranhas à sua. Um dia, percebeu que, apesar de ser professor, ele é quem tinha aprendido muito. Sobre a vida e sobre ele mesmo. Largou o sacerdócio, casou-se e desenvolveu uma terapia conhecida como Constelações Familiares (CF). Com mais de 80 anos, Bert Hellinger ainda viaja pelo mundo cumprindo o seu destino – ensinar a lição de que o  amor é o fio que interliga todos os seres humanos numa rede infinita.

A terapia de Hellinger se inspirou no trabalho de Virginia Satir, psicoterapeuta americana conhecida por seu notável trabalho sobre terapias familiares e constelação sistêmica; não tem fundamento teórico, e se baseia na observação prática (fenomenológica) de que toda relação, seja ela pessoal, profissional ou familiar, possui regras ocultas baseadas em valores como respeito, lealdade, gratidão etc. que, se forem quebradas, podem causar o que conhecemos como problemas.

Segundo Hellinger, uma das principais causas da discórdia e da doença se esconde na dinâmica que existe em nossas famílias. E isso não é fácil de ser visualizado. O objetivo de sua terapia é liberar as tensões existentes entre as pessoas e determinadas situações. As CF oferecem uma oportunidade de lidar com elas e seus efeitos, modificando-os. Pode ser praticada em grupo ou individualmente.

Durante as sessões, o paciente é estimulado a tomar contato com a sabedoria e energia ancestrais de toda humanidade. O propósito é permitir a exteriorização dos sentimentos e as soluções de cura e paz, rodeado pela família. Na prática, há um acerto de contas com um pai ou mãe que não foram aquilo que gostaríamos que tivessem sido, por exemplo. O trabalho pressupõe que olhemos para essas pessoas e seus antepassados e sintamos toda a carga do destino vivenciado por eles. O resultado é surpreendente. Somos capazes de ver seres humanos. E então fica mais fácil manifestar nosso respeito, nosso reconhecimento pelo maior bem que nos deram: a vida. Enfim, conseguimos dar a cada um o lugar que a eles pertence em nossa linha hereditária.

Outro exemplo: um problema relacionado à dificuldade de engravidar. O terapeuta pedirá  à paciente que entre em contato com as histórias das mulheres de sua família. É muito provável que alguma delas tenha tido um filho natimorto ou abortos dos quais ninguém sequer lembrava. Se a paciente de alguma maneira tomou conhecimento desses fatos na infância, é possível que tenha a crença de que ter filhos não é seguro. O trabalho terapêutico é então fazê-la tomar contato com esse sentimento, desvencilhando-se da dor ancestral para que ela fique em seu devido lugar: no passado. A lei familiar da lealdade não é infringida porque se deseja ter uma gravidez feliz. O ritual termina com a reverência por aquela vida que trouxe sua contribuição à rede familiar. Esse caso explica o padrão de sofrimento que se repete em muitas famílias.

As conclusões de Hellinger me fazem pensar em Fritjof Capra e na física quântica. Tudo faz parte de tudo. E as famílias são parte de uma coisa maior, ou “uma grande alma” que nos une. Ou seria Jung com seu inconsciente coletivo? Ter consciência desses fenômenos, permite que aqui e agora escolhamos, entre tantas possibilidades, aquela que nos permite acertar o que esteve errado: a dor causada por aqueles bebês pode estar conectada ao que hoje se vê como obstáculo. Através das CF, essa relação vem à luz, e a solução é a liberação desse embaraço familiar.

Mas quem é que se importa hoje com as relações familiares, sociais, interpessoais? O que importa é o mercado e os produtos que levam à satisfação dos prazeres individuais. Parece até que o homem não vale mais como Ser. Terapias como as de Hellinger são um sinal de alerta sobre a importância das relações em nossas vidas, não porque são as únicas fontes seguras de paz e conforto, mas porque elas, na verdade, são um processo que possibilita um aprendizado contínuo. Sobre os outros, sobre nós mesmos e no turbilhão dos inúmeros obstáculos que vão surgindo.  O fato é que a “Experiência de viver requer que desenvolvamos nossa habilidade na administração de conflitos porque estes são inevitáveis”. Hellinger acena com uma saída para solucioná-los.

Para saber mais, faça o teste interativo de Constelações Familiares

Veja o video da BBC: The ghost in your genes



Um dos grandes aprendizados da escola da vida é sermos flexíveis e abertos ao novo. É muito difícil abrir mão dos velhos conceitos e crenças para ouvir as boas novas, que geralmente recebem todo tipo de crítica negativa. Interna e externa. Pois agora a ciência confirma que, quando realmente desejamos algo, somos capazes de modificar nossa capacidade de percepção das coisas, potencializando a concretização desse desejo.

Pesquisadores da Universidade de Nova York e Cornell, dirigiram um estudo para entender esse mecanismo. Na primeira fase de testes, os participantes tinham que assinalar a distância entre eles e uma garrafa de água. Metade dos voluntários puderam tomar água antes da experiência; os outros comeram salgadinhos para estimular a sede. Os resultados mostraram que os que estavam com sede estimaram uma distância menor do que aqueles que não tinham sede.

Outra conclusão do estudo é que o desejo por certos objetos pode ser a causa de mudanças comportamentais. Na segunda etapa do experimento, as pessoas tinham que atirar pesinhos para ganhar cartões premiados (25 ou Zero doláres) dispostos no chão. Quem acertasse a jogada, ganhava o prêmio. Curiosamente, os voluntários atiravam nos cartões mais distantes, assinalados com Zero dólar. Isso significa que desprezavam os prêmios de 25 doláres, porque estavam mais próximos.

Segundo os cientistas, esses resultados indicam que quando desejamos algo, na verdade vemos essa coisa como fisicamente próxima a nós.

Essa tendência estimula o indivíduo a ter comportamentos que o levam à aquisição daquele objeto”.

Resultado: quando visualizamos um objetivo como mais próximo a nós (literalmente ao nosso alcance), ele nos motiva a seguir na sua direção.

Então, as teorias da lei da atração, curas mente-corpo-mente, princípios da medicina oriental (chinesa e ayurvédica) estão corretos? Nossa vida é mesmo a expressão de nossos pensamentos? Nós somos nossos próprios mestres e, portanto, a fonte inesgotável de amor, paz, sucesso e tudo o mais que aprendemos seja a felicidade? É o nosso cérebro o comandante da capacidade de auto-regeneração e cura em todas as instâncias?

Já dissemos aqui que, para os racionais, compreender o funcionamento das coisas é o caminho do conhecimento. Mas nem mesmo a cognição é um processo isolado. Ela faz parte de um sistema e com ele interage. Quando duvido da seriedade de certas teorias, lembro de fazer um exercício gramatical e passo para o feminino uma conhecida frase bíblica: Mulher de pouca fé!

O que vocês acham? A maioria das respostas que procuramos está dentro de nós? Então, o segredo é ouvir a voz que vem do coração?

Para saber mais: Association for Psychological Science

A notícia da ausência de Zilda Arns entre nós me tocou profundamente esta manhã. Trabalho, desprendimento, solidariedade, seriedade, dedicação a favor de milhões de desconhecidos. O objetivo era lutar pelo direito à saúde. E essa prerrogativa não tinha como premissa somente a pobreza, mas a própria vida.

Eliane Cantanhêde, na Folha de São Paulo de hoje, enfatizou as iniciativas da pediatra e também coordenadora da Pastoral da Criança da CNBB. Nas andanças por países pobres da África e da América Latina, as receitas da boa saúde requeriam ingredientes acessíveis a todos:

lavar as mãos, tomar banho, aproveitar os alimentos até o último detalhe…macerar cascas de ovos para adicionar cálcio à alimentação de pobres…mistura caseira para salvar crianças de desnutrição e desidratação…”.

As três indicações frustradas para o Prêmio Nobel, uma alusão à semelhante história de Madre Teresa, jamais macularam sua conduta. Zilda não vivia no mundo das vaidades, embora mantivesse seus ritos de feminilidade aos 75 anos.

O que a movia era a esperança. Não para si. Para os outros.

É verdade que o padrão social é sermos reconhecidos por nossos papéis e plásticos. E eles causam grande impressão em muitos ambientes. Abrem muitas portas e podem até conferir uma falsa segurança. No fundo, todos nós sabemos que esses documentos não valem nada.

Ser reconhecida com um título que atesta publicamente todo o bem que se fez, provavelmente não teria sentido para Zilda. Quem morre discursando sobre direitos humanos, longe de sua terra e do aconchego da família, sabe que o que realmente tem valor é ter consciência de que estamos fazendo o melhor que podemos. Provavelmente, os olhos brilhantes e o sorriso de cada criança salva, para ela, era um evento digno da realeza.

Para os que ficam, resta somente colocar em prática o exemplo dessa notável mulher – Não perder a esperança.

De volta ao trabalho, conheci a Dra. Monica Menon, otorrinolaringologista. Numa das tardes chuvosas desta semana, comentávamos sobre a importância do trabalho jornalístico voltado para a saúde. Entre um assunto e outro, falamos sobre o problema da comunicação com os pacientes. Aí ela citou como exemplo a seguinte expressão – o paciente teve uma reação idiossincrática. Quê?, perguntei. Eu sabia o que era idiossincrasia, mas pedi uma tradução consecutiva.  A médica explicou que se tratava de uma reação enzimática a determinadas drogas, que provoca o efeito contrário daquele para o qual o medicamento é indicado.

Dei uma gargalhada. Mas, na verdade, não achei nada engraçado. Era uma reação nervosa. Imediatamente pensei nos perigos da automedicação, no clássico sermão recitado aos filhos sobre os excessos e a impossibilidade de saber como o organismo reage a certas substâncias.

Lembrei do dia em que tomei uma anestesia peridural. O cirurgião se aproximou e disse que iria tomar um café enquanto o anestesista fazia seu trabalho. Concordei, e fiquei ouvindo a conversa dos outros membros da equipe. Depois, comecei a me sentir mal. Os ombros pesavam, a cabeça rodava. Senti como se estivesse numa daquelas cenas de cinema que a imagem se distorce em perspectiva. Tudo foi muito rápido como se um botão de zoom ao contrário fosse acionado. Ainda tive tempo de dizer ao anestesista e à enfermeira que me sentia cansada, muito cansada. Foi uma correria. Minutos depois, tudo voltou ao normal, mas ainda me sentia sem energia. Passado o susto, o médico explicou que eu tivera uma reação à anestesia. “Ao invés de pegar na parte de baixo do corpo, ela fez o caminho contrário”.

Segundo ato: reclamei para uma amiga sobre minha dificuldade para dormir em voos longos e noturnos. Ela disse – não se preocupe. Vou falar com meu pai que é médico e ele indicará um sonífero. Na chegada da viagem você estará novinha em folha! Levei os comprimidos na bolsa, feliz da vida, pensando nas horas de sono pela frente. Ainda durante o jantar tomei um dos remédios receitados. E esperei. Esperei até as luzes se acenderem de novo e o cheiro do café invadir a aeronave. Durante toda a noite eu não consegui dormir. Ao contrário, me sentia animada e disposta.

Provavelmente, disse a Dra. Menon, você tem problemas com drogas que mexem com o sistema nervoso central. E essa é uma informação valiosa para o histórico de todas as consultas que fizer na vida. Mas o que há de errado comigo?, pensei.

A explicação não aliviou minha ansiedade. Tudo é muito incerto. E existem várias hipóteses. Mas a base é que se trata de uma reação imunológica relacionada aos genes do tipo HLA. As evidências levam a crer que a maioria dessas reações são de natureza metabólica. Por isso, as farmacêuticas evitam o uso de drogas capazes de causar esses efeitos indesejáveis.

Um estudo da universidade de Toronto acena com a possibilidade de que existam marcadores biológicos relacionados ao estresse celular, o que poderia antecipar a resposta sobre uma droga ser capaz ou não de causar incidência significante de idiossincrasia. Mas tudo ainda são hipóteses, já que os estudos sistemáticos sobre mudanças de genes induzidas por drogas avança lentamente: faltam modelos animais válidos. A pesquisa conclui alertando para o fato de que reações adversas são mais variadas e complexas do que se pensava no passado, e é improvável que se entenda esse mecanismo a curto prazo.

Temos muito o que aprender com a sabedoria oriental. A natureza é sempre muito maior do que o homem que, mesmo sendo ele mesmo um grandioso universo, ainda não é capaz de entender porque cada um responde de forma única a determinados estímulos. No caso da reação idiossincrática, ela pode ocorrer num momento e, em outro, não, e com o mesmo tipo de medicamento, independentemente da dose ministrada.

Durante todos esses anos, sempre achei que minha forma de reagir ao mundo, às pessoas e às coisas era diferente do padrão. Não que eu fosse melhor ou pior do que os outros. Apenas era diferente. Descobri que isso é  genético. Eu sou idiossincrática.

Para saber mais: Idiosyncratic Drug Reactions, by Jack Uetrech – Leslie Dan Faculty of Pharmacy, University of Toronto.



Com os votos de felicidades, bençãos, prosperidade e paz por todo este tempo de alegria e sempre!


Wishing you happiness, blessings, prosperity and peace in this season of joy and always!


Auguri sinceri di felicità, benedizioni, prosperità e pace in questi giorni di gioia e sempre!

by Cristina Almeida :^)



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