Enquanto os trâmites do dinheiro público passa pelas cuecas de todo mundo, não posso deixar de comentar a forma como serviços essenciais como a saúde são tratados fora daqui. O meu modelo é a Itália, país com problemas parecidos com os nossos. As pessoas lá têm mais dignidade, bons carros, boas roupas e sapatos, acesso às universidades (embora nem sempre aproveitem a benesse do estudo gratuito), mas também convivem com a corrupção passiva e ativa, problemas na educação, má formação de profissionais, e muitas vezes parecem viver literalmente em outro mundo, tamanho o desinteresse sobre o que acontece fora de suas fronteiras.

Apesar dessas circunstâncias, todos têm acesso à saúde. Que eu saiba, ninguém se preocupa em ter convênios médicos. É verdade que os pacientes pagam o que eles chamam de ticket sanitário para fazer exames, mas nada que se compare aos altos custos da saúde privada brasileira. Um dos aspectos que me parecem mais racionais é que tudo é setorizado. Cada Município tem sua infraestrutura, e os cidadãos residentes são cadastrados para serem atendidos na sua região. Se numa cidade não há o atendimento necessário, o doente é transferido para outra sede. Esse sistema de saúde parece funcionar bem num país de 60 milhões de habitantes.

Na prática, cada paciente tem um clínico responsável. A figura desse profissional é o médico de família, que conhece seu histórico e, por isso, tem uma visão ampla do seu estado de saúde. Em razão dos limites geográficos, é possível que você o encontre pela rua e ele, percebendo seus quilos a mais, lhe passará um carão para que fique atento ao peso, advertindo-o do risco de passar pela emergência médica.

Sob a perspectiva desse estilo made in Italy, li sobre uma iniciativa admirável consequente à ação conjunta da Associação Italiana dos Doentes de Câncer,do Instituto Superior de Saúde e do Ministério do Trabalho, Saúde e Políticas Sociais. Trata-se do Oncoguia, uma espécie de Páginas Amarelas da Oncologia. O documento disponibiliza todos os endereços e informações básicas sobre especialistas, hospitais, associações de voluntariado e organizações não governamentais, separadas por regiões, para que as pessoas se orientem a respeito de quem procurar para um diagnóstico, tratamentos terapêuticos, assistência psicológica, reabilitação etc..

Segundo os idealizadores, a iniciativa é mais uma providência visando garantir aos pacientes a certeza da continuidade de uma vida digna. Bem, isso não é pouco. A preocupação daquelas entidades é que, enquanto doentes, as pessoas precisam conhecer e ter acesso a seus direitos: próteses gratuitas; isenção de pagamento do ticket; reconhecimento de invalidade civil e pensão por invalidez; preferência para recolocação profissional após a doença; escolha da sede mais próxima da residência para prestação de serviços; direito de ausência no trabalho para tratamento (o familiar que acompanha o doente, também pode ter faltas justificadas por 3 dias mensais); solicitação de redução do horário do trabalho para manutenção do emprego, até que haja possibilidade de retomada da carga horária normal, entre outras coisas.

Todas essas informações podem ser copiadas em formato PDF e serão atualizadas periodicamente. Há também a oção da versão impressa.

Confira a introdução à área destina a direitos do paciente: “O doente de câncer, além do tratamento terapêutico, possui exigências especiais do tipo jurídico e econômico e, portanto, é necessário que o ordenamento preveja sua tutela… Para que a legislação não seja letra morta, é preciso que os pacientes sejam os primeiros a conhecer quais são os direitos que o Estado reconhece por influência de tratados internacionais dos governos da União Europeia e dos Estados Unidos, além dos já previstos nas leis fundamentais do Estado italiano e das metas descritas nos Planos Oncológicos Nacionais e Regionais designados pelo Serviço Sanitário Nacional”.

Tentei consultar o Portal do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

A página está indisponível.

Para saber mais: www.oncoguida.it

Instituto Nacional do Câncerwww.inca.gov.br



O calendário da Saúde comemora amanhã, 1o. de dezembro, mais um Dia Mundial de Luta contra a Aids. O tema da campanha deste ano é Viver com Aids é possível, com preconceito não! Fernando Pessoa ecoou em meus ouvidos. Navegar é preciso, viver não é preciso. Na poesia, os grandes navegantes portugueses, que em seu tempo, eram os mais destemidos, renunciavam o modelo de vida comum para se aventurar em mares desconhecidos. Pessoa, então, parafraseando o lema dos marinheiros (inspirados em Pompeu, general romano), evocou sua imperiosa necessidade de criar. Só assim sentia que a vida valia a pena a ser vivida. A lenha desse fogo seria o próprio corpo e a alma.

Então pensei nas pessoas que conheci que já se foram desta vida por causa da Aids. Alguns eram seres brilhantes e, aparentemente,  cheios de amor pela vida. Outros, eram atormentados pela inquietação da vida intensa que viviam ou gostariam de viver.  Nos tempos em que a doença era vista como uma peste medieval, essas pessoas não pensaram no valor de suas vidas. Um lampejo de sabedoria, e elas teriam entendido que, para se tornarem grandes, não eram necessários todos os malabarismos aos quais se submeteram.  O segredo de bem viver é apenas viver. E isso requer muita responsabilidade.  Por nós mesmos, em primeiro lugar. Depois, em relação aos outros.

Os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), após quase 30 anos, revelam uma queda de 17% nos números de infecções em todo o mundo, contando também 33 milhões de pessoas convivendo com a doença. Porém, em termos de tratamento, pouco se evoluiu. Embora já existam progressos em relação a uma vacina, ela ainda não garante nenhuma proteção. Drogas preventivas têm o inconveniente dos efeitos colaterais.

Quanto à realidade dos jovens nascidos na década de 1980, em plena eclosão da Aids, sexo com proteção é a regra, mas apesar disso,continuam pecando por omissão. Penso que esse comportamento tem mais a ver com a mecânica de ser humano do que com a falta de informação. As circunstâncias da vida mudam, os tempos mudam, seres humanos não. Em meus anos de adolescência eu me perguntava porque jovenzinhas engravidavam se podiam tomar pílula, usar camisinha ou abster-se de relações sexuais. Hoje a pergunta é, porque jovens ainda podem ser contaminados pelo vírus da Aids se a única ação que lhes cabe é se protegerem de uma maneira simples?

A resposta é que antes, como agora, é preciso ter responsabilidade. E isso tem mais a ver com educação moral do que com saúde. E amor próprio. O que vejo é que a medicina está deixando de ser uma ciência isolada, presa na torre de cristal que fez e faz dela tão poderosa na atividade de curar. Hoje, médicos têm se vergado à realidade de que não podem fazer tudo sozinhos, dependentes que são de boas estruturas, dinheiro, educação, comunicação etc..

A saúde é uma garantia constitucional que depende muito da ação isolada de cada um de nós. Pensar sobre quem somos e sobre o que desejamos desta vida seria uma boa contribuição pessoal para que as doenças (incluindo a Aids) encontrassem soluções menos onerosas econômica e afetivamente e, principalmente, menos dependente de políticas públicas e convênios médicos. Entretanto, autoconhecimento não se aprende nas escolas e, na maioria das vezes, não é uma habilidade estimulada dentro de nossas casas.

A lenha do fogo que nos leva a uma vida mais saudável talvez seja mesmo apenas viver, mas com responsabilidade.

Para saber mais: http://www.todoscontraopreconceito.com.br/

Perceber que escolher a área da saúde é assinar um contrato de serviço à humanidade, não é tarefa fácil. Compreender que o Outro à sua frente é quem determina as escolhas é ainda mais difícil. Entender que atuar preocupado em manter a dignidade do outro, a partir do reconhecimento de sua própria fragilidade, implica em exercitar a espiritualidade e a sensibilidade.

No entanto, a vida e a experiência nos ensinam que não é tão difícil assim reconhecer a fragilidade humana bilateral – terapeuta/clientela: os frutos são doces quando se percebe que somos tão frágeis quanto aquele que está ali ao nosso lado ou à frente. O filósofo Lévinas nos alerta que é no face-a-face humano que se irrompe todo o sentido. Diante do rosto do Outro, o sujeito se descobre responsável. Assim é a relação com o outro – nos traz senso de responsabilidade, de respeito à dignidade e identidade que este encerra.

O profissional da saúde necessita compreender que a fragilidade humana não é unilateral. Ele é tão frágil em sua humanidade quanto aquele que está ao seu lado (sua equipe) e à sua frente (o paciente/família/comunidade). Esse é um ponto fundamental para a reflexão diária sobre a atuação daquele que escolhe esta área, para que a relação dual seja sinérgica e terapêutica bilateralmente, em prol da humanização do cuidado e do cuidar com qualidade.

Desde as primeiras aulas nos cursos da área da saúde somos bombardeados com informações que passam a mensagem de que temos que tomar decisões pelo paciente. Tais atitudes acadêmicas acabam acarretando uma onipotência que cega e ensurdece. Assim, perde-se a capacidade de enxergar e ouvir o que aquele ser humano à nossa frente tem a nos comunicar.

Essa onipotência, que parece nos fortalecer, acaba por fragilizar ainda mais a situação do outro (paciente/família/comunidade), infantilizando-o, tornando-o incapaz aos olhos do profissional, gerando negação da nossa própria fragilidade, que pode ser traduzida como frieza e anestesia emocionais, causando a coisificação do outro, e atitudes desumanas para com ele. Essa onipotência do pensamento decorre da incapacidade de reconhecer o outro, caracterizando a permanência no estado narcísico, impossibilitando o desenvolvimento de uma relação humanizada. O Outro passa a ser visto como uma espécie inferior, incapaz de possuir identidade própria, autonomia e dignidade.

E quem é esse que denominamos “o Próximo”? O Próximo, não é somente aquele que necessita de ajuda, independentemente da posição social. Estar frágil pode ser uma condição que atinge qualquer ser humano. Portanto, quem escolhe cuidar, age favorecendo uma pessoa que não conhece, mas que é conhecida pela sua natureza – a natureza humana. Cuidar, portanto, é intrínseco ao seu fazer e, assim, a relação para com os seres humanos de quem cuidamos é de igualdade. Há apenas uma diferença quanto aos papéis a serem desempenhados: o de profissional e o de leigo, mas como seres humanos, somos iguais. Este é um fato que não deve ser negado nem esquecido para que seja possível crescer como humano, partindo do reconhecimento de nossa própria fragilidade tornando-nos assim, cuidadores do outro e de nós mesmos.

A unilateralidade, quando se fala em qualidade de vida, seria injusta! Tanto aquele que recebe quanto aquele que oferece um serviço, necessitam de qualidade de vida para que essa troca seja prazerosa e eficiente.

Minha família é a humanidade e o mundo é meu país. Auto-aceitação e auto-conhecimento.

Quando o ser humano explora sua própria fragilidade, acaba descobrindo os tesouros internos que possui. Sim, todo ser humano os possui e, em grande parte, eles se desenvolvem no contato com os outros seres humanos. Aprendi muito com meus colegas e com os pacientes. Uma das descobertas que fiz como enfermeira: pessoas que cuidei e que faleceram me concederam o privilégio de conhecê-las: mesmo que tenham ido embora, eu pude aprender sobre mim mesma e sobre os seres humanos, trocando sentimentos e momentos ímpares com eles.

A cada cuidado prestado, a cada conforto proporcionado, a cada história de vida que ouvi, cresci como ser humano e percebi que os verdadeiros sábios não estão necessariamente nos bancos das universidades, mas em pessoas que são simplesmente elas mesmas, sem o desgaste físico e emocional causados pela tentativa de fingir ser alguém diferente.

Ao observar o processo saúde-doença, percebi que o sofrimento acaba trazendo à tona o ser humano real e palpável que há dentro de cada um, bem como o quanto todo indivíduo é interessante quando deixa cair suas máscaras!

Resolvi que não quero esperar estar doente ou à beira da morte para descobrir meus valores, meu tesouro interno e ser mais feliz com o que sou. Quando o ser humano descobre o potencial que possui, passa a se sentir melhor em relação ao mundo à volta e a apreciá-lo. Nada como sentir o gosto da comida comendo devagar e com prazer, ou ouvir atentamente a pessoa à sua frente e aprender com ela. Nada como escutar uma música que se gosta, percebendo cada acorde e nuance que faz dela inesquecível!

Há uma expressão norte-americana que considero interessante e que se refere à descoberta de nossa própria fragilidade e do direito de se poder sentir: “have a life”! Viver é um presente. Viver sendo nós mesmos, conscientes de que somos frágeis e temos direito a isso é um grande presente! Descubra-se! Sinta-se! Não tenha medo de seus sentimentos. Explore-os!

Cuidar de si mesmo em relação aos sentimentos está longe da inverdade que por vezes ouço pelos hospitais: “Você tem que ficar frio, não se envolver”. Que pena… pois quem “fica frio e não se envolve” está morto em vida, que é uma sina muito pior que a morte física. É claro que não vamos morrer todo dia pelo outro, ficar sem dormir todas as noites pensando em nossos pacientes e nossa fragilidade do ponto de vista daquilo que consideramos perigoso, danoso ou fraqueza. Porém, somente ao explorarmos nossos sentimentos em relação ao sofrimento do outro e o tratarmos a partir dessa constatação com dignidade, saindo do plantão com a deliciosa consciência do dever cumprido como seres humanos, o restante do dia e da vida será maravilhoso! Você foi e é humano! Que coisa boa! Que realização frente a um mundo tão carente de ações positivas que tanto criticamos e que muitas vezes não atuamos para melhorar.

Quer oportunidade melhor para iniciar essa mudança do que começar por você mesmo, em suas atitudes mais próximas e isentas de máscaras para com seus pacientes e colegas de equipe?

Por fim, não se esqueça que bom humor faz a vida melhor para qualquer pessoa. Pessimismo é algo que nos afunda. Por vezes é necessário até mesmo rir de nós mesmos para que percebamos que ansiedade, tomar atitudes impensadas e intempestivas é mais nocivo que benéfico. Quantas vezes nos precipitamos, e ao repensarmos a situação caímos na risada e dizemos: “Como é que eu pude fazer isso!?” Caso tenhamos a capacidade de rir dessas situações, ainda há esperança de não entrarmos no estresse absoluto, podendo enfrentar com maior desenvoltura situações mais complicadas.

A fragilidade não é fraqueza. É força, pois ela nos torna mais conscientes daquilo que precisamos melhorar em nós mesmos ou evitar fazer ao outro porque sabemos as consequências do que nos traz a dor, o sofrimento, a angústia e assim por diante.

Auto-cuidar-se, reconhecendo sua fragilidade, começa por aí: perceber que você é um ser humano com sentimentos, capaz de enxergar o mundo à sua volta e percebê-lo como um todo e não como algo fragmentado ou voltado a um único foco. Essa é uma visão limitada e deve ser evitada ou poderá incorrer na mesmice e numa vida sem cor, igual, sem emoções, vazia.

Boas descobertas!

Guest Blogger: Profa. Dra. Ana Cristina de Sá é enfermeira especializada em Toque Terapêutico pelo método Krieger/Kunz, psicóloga, pedagoga, Mestre e Doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo, Professor-Doutor do Centro Universitário São Camilo.

Para saber mais: Toque terapêutico

simp_temaApesar dos grandes avanços tecnológicos na área da saúde, vivemos num momento peculiar onde a humanidade nunca esteve tão doente. Quatro entre dez cidadãos americanos estão condenados a ter câncer, doenças cardíacas, diabetes e depressão, patologias que estão se tornando epidêmicas no mundo ocidental. A Sociedade Americana de Medicina divulga que a terceira maior causa mortis nos EUA são as intervenções médicas e a ingestão indiscriminada de medicamentos alopáticos.

A osteoporose, o Alzheimer e o Parkinson, bem como a síndrome do pânico eram praticamente desconhecidas há 50 anos. O atual modelo biomédico ainda predominante em nossa sociedade, de base alopática, olha para as enfermidades como perturbações químicas que podem ser corrigidas através de medicamentos capazes de combater o estado químico desarmônico.

Combatendo o aspecto sintomático da enfermidade, exatamente como ele se apresenta no corpo físico, acredita-se que o problema será resolvido. O fato é que a eficácia desse modelo está sendo largamente questionada, visto que as pessoas estão se tornando dependentes químicas de medicamentos, embora estes normalmente não sejam capazes de atingir a raiz do problema. Assim, as pessoas sucumbem diante de um modelo científico que as condenam muitas vezes a passar o resto da vida a tomar remédios,  sem jamais se curarem realmente.

O fracasso desse modelo vem sendo evidenciado a partir de revolucionárias descobertas da Física Quântica e Relativística, bem como das recentes pesquisas na área da Neurociências, da Psiconeuroimunologia
e da Epigenética.

A Física Relativística afirma que toda matéria é uma forma de energia, daí que a energia desarmônica dos alimentos, que se transformará em nosso próprio corpo, deve ser algo essencial a ser olhado numa  perspectiva de saúde integral e preventiva.

Por outro lado, a Física Quântica, que investiga o mundo subatômico afirma que cada célula do nosso corpo é um receptor de frequência, captando as informações do ambiente como uma antena. Desse modo, a partir do significado que atribuímos aos nossos pensamentos, podemos fragilizar ou fortalecer o sistema imunológico a partir das
informações das moléculas da emoção, os Neuropeptídeos, que interliga o sistema nervoso ao sistema imunológico.

A nova Medicina que emerge, pois, com base na Física Quântica e Relativística verá o ser humano não só nos aspectos físicos, mas sobretudo nos aspectos mentais, emocionais, espirituais e transpessoais. E ela vem para fortalecer terapias curativas como a Acupuntura, Homeopatia, Terapias Florais, o Reiki, a Medicina Chinesa e Ayurvédica, entre tantas outras com reconhecido poder curativo. Vem para reconhecer, apoiada em inúmeros experimentos científicos, o poder curativo da própria mente, hoje pesquisada pela Medicina Psicossomática e pela Medicina Mente-Corpo, de base Quântica.

Nos EUA, já existem mais de 30 Universidades voltadas para a Saúde Integral.  O nosso objetivo agora é criar a primeira Universidade de Saúde Integral do Brasil em Pernambuco. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) já usa tecnologias quânticas capazes de detectar câncer precoce. Nos próximos dias 27, 28 e 29 de novembro, teremos o I Simpósio Internacional de Saúde Quântica e Qualidade de Vida, ocasião em que novas tecnologias
serão apresentadas. Uma delas é um marcapasso que dispensa cirurgias, desenvolvido pela pesquisadora da NASA Elisabeth Rauscher. Trata-se de um  dispositivo capaz de eliminar a dor nos processos pós-operatórios e
inflamatórios.

Um outro equipamento desenvolvido pela NASA, foi capaz de rastrear todas as doenças do planeta a partir das suas frequências desarmônicas, possibilitando à cura através das correções dessas frequências. Hologramas Quânticos são capazes de proporcionar alinhamento dos chacras e estimular os meridianos na acupuntura.

Essa nova perspectiva mostra uma Medicina voltada para a causa das doenças e sua prevenção, é
menos invasiva e capaz de curar definitivamente os males, onde o paciente abandona o aspecto passivo e passa a ser co-responsável pelo seu estado de saúde ou de doença.

 

Saudações Quânticas!

 

Guest Blogger: Wallace Carvalho, é Engenheiro Eletrônico, professor de Física, é precursor de Projeto Pedagógico de Educação Holística e Transdisciplinar. Consultor e Palestrante em Física Quântica e Relativística, estudioso do Paradigma Quântico-relativista e suas aplicações na saúde. Tem formação em EFT (Emotional Freedom Techniques) e PNL (Programação Neurolingüística). É Terapeuta Quãntico. Ganhou a Medalha Médico Noético para Pesquisas do Cérebro e da Consciência, concedida pelo Instituto de Ciências Noéticas Avançadas da Califórnia  (EUA).

I Simpósio Internacional Saúde Quântica e Qualidade de Vida

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avc-isquemico29 de outubro, Dia Mundial de Combate ao AVC A convite de Renata Armas, Editora- in- Chief da Revista Viva Saúde, participei hoje de um workshop na Unicamp. A ideia era um encontro interdisciplinar com o intuito de dialogar sobre a principal causa de morte no Brasil, o AVC. Em razão de suas consequências incapacitantes, ela representa também 40% das aposentadorias por doença, mas ao que tudo indica, o problema não é prioridade no Brasil.

Me referi a um diálogo porque o encontro teve esse espírito: um bate-papo que partiu da didática explicação do Prof. Li Li Min, do departamento de Neurologia da Unicamp, sobre como e onde um AVC acontece. Depois, a Dra. Paula Teixeira Fernandes, psicóloga especializada em neurociências, comentou o impacto da doença na vida das pessoas, sem esquecer do cuidador que, de um dia para o outro, se vê numa condição que não lhe deu condições de escolha, mas com a qual se comprometerá em vários níveis, colocando em risco até a própria saúde. Em seguida, o Dr. Gabriel Rodrigues de Freitas, neurologista vascular e Presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares da Academia Brasileira de Neurologia, enfatizou os fatores de risco e indicou quais seriam as providências que poderiam mudar drasticamente os números do AVC no Brasil: prevenção, comunicação médico-paciente.

Entretanto, as perspectivas são desoladoras. Há 14 anos, recomendações internacionais sugerem o uso de uma medicação capaz de desentupir o vaso sanguíneo obstruído, restaurando o fluxo para a região cerebral afetada. A medicação é conhecida como trombolítico e deve ser aplicada em até 4h30 após o evento, reduzindo as sequelas que eventualmente possam acontecer. Daí o jargão, tempo perdido é cérebro perdido.

O remédio já existe no Brasil, mas não está disponível no SUS (apenas 1% dos pacientes em hospitais universitários tem acesso a ele), e somente 30% dos hospitais privados disponibilizam o tratamento (portanto, fique atento para saber se seu convênio cobre esse tipo de risco). Além disso, faltam enfermarias e equipes interdisciplinares para atendimento da doença. Calma, esse não é o post sobre a Nigéria, estamos falando do Brasil, regiões sul e sudeste.

Iniciativa do ex-coordenador Geral de Urgência e Emergência (Dr. Cloer Véscia Alves), do Min. da Saúde, tentando mudar esse quadro, mobilizou o país para habilitar centros de atendimento, interligando-o ao SAMU (192). Em setembro/2009, o projeto foi interrompido.

No material distribuído para a imprensa, destaquei uma frase: “Da forma semelhante a um terremoto que antecede um tsunami, os sintomas iniciais de um AVC devem ser encarados como o anúncio de uma tragédia”. Na verdade, tenho a impressão de que, assim como diante das forças da natureza, somos reféns da trágica ausência de espírito público em nosso país. E é claro que dá desânimo ver profissionais do nível dos que se dispuseram a falar sobre o problema em Campinas  implorarem por mudanças. Mas a despeito de tudo, precisamos continuar trabalhando, escrevendo, levando informações para que as pessoas fiquem mais sabidas e, mais sabidas, possam reivindicar (à exaustão)  o direito de ter dignidade na saúde e na doença.

Aprenda a reconhecer o AVC

Perguntas e respostas sobre AVC

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